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A EMENDA

  • Criado e Publicado por #Arconte 15/02/2021

A EMENDA

 

Olá mochileiros, hoje conheceremos um pouco sobre o evento que aplainou o Multiverso de uma vez por todas. Hoje vocês conhecerão sobre a Emenda.

 

Período Pré-Emenda


Antes da Emenda, não havia limites para o que um planinauta pudesse fazer. Seu poder era ilimitado. Eram praticamente deuses, com o poder da criação de planos inteiros. Mas agora, um planinauta é tão mortal quanto qualquer thrull de Ravnica.  Planinautas são seres que despertaram sua Centelha e desde então, podem caminhar livremente pelos planos. Teoricamente, qualquer ser do Multiverso que seja senciente pode ter a Centelha despertada, contudo, era dito que seres artificiais não podiam ter Centelha.


Mas como Karn então virou planinauta?




Karn deveria ser a única exceção à regra de planinautas. Sua Centelha foi herdada de Urza quando ele usou as powerstones do planinauta e assim tornou-se um também após a explosão. Mas como a Wizard não respeita nem a própria canonicidade, em Theros nos deparamos com Cálix, a Mão do Destino, um ser criado pela deusa do Destino que virou um planinauta.


Como Theros não houve um Lore mais detalhado, não sabemos como sua centelha surgiu. Cálix não é humano, mas acredito que possa ser chamado de homúnculo, pois é um humano artificial.




Cálix foi criado artificialmente e criaturas artificiais normalmente não podem ser planinautas. Como tal, atualmente não se sabe como Cálix obteve uma centelha. Está implícito que sua centelha acendeu porque todo o seu propósito, sua existência, é dedicado à busca de Elspeth. Uma vez que a crença e o desejo podem remodelar a realidade em Theros, é possível que Cálix tenha sido capaz de andar no plano para cumprir seu propósito. Nesse caso, não se sabe o que acontece com suas habilidades de planinauta fora de Theros; por exemplo, quando Kiora tirou o bidente de Thassa de Theros, ele perdeu suas qualidades Nyx, mas não estava completamente sem poderes.


A Centelha faz parte da alma do planinauta. Antes do Canon de Magic - tudo o que veio antes da Guerra dos Irmãos é considerado Pré-revisionista, isto é, os não canônicos - no romance Arena, é dito que a Centelha é algo que pode ser adquirido com o acúmulo de mana.


Então qualquer ser no Multiverso que acumulasse mana suficiente por eras ascenderia à planinauta. Após Arena, a ideia de Centelha foi mudada e agora é dito que ela já nasce com o indivíduo, porém é necessário a mana para desencadeá-la ou algum evento quase cósmico para isso - a morte também é uma ótima maneira de se despertar a Centelha.


Lembram-se da Era Glacial e Freyalise?




A grande Senhora da Floresta morreu para poder ascender se poder divino.

 

Com essa nova concepção da Centelha, os planinautas descobriram que eles poderiam abrir mão do seu poder para assim, salvar a vida de outro. E não somente isso, mas descobriram que a Centelha poderia ser transferida magicamente para outro ser (como no exemplo de Karn) ou, com a recuperação da Centelha de Teferi por Jhoira, é possível que ela seja guardada.


E sempre que falamos sobre roubar centelhas lembramos de um ser específico.




O Grande Pai das Máquinas sempre aspirou por se tornar um planinauta, não que ele precisasse de mais poder, mas seu maior desejo era levar a glória de Phyrexia para todo o Multiverso. Outro exemplo de transferência de Centelha, e dessa vez bem sucedida, encontra-se na saga de Mirrodin.


Glissa Perscrutadora do Sol, possuía a Centelha, mas ela foi extraída por um dispositivo criado pelo Memnarca que também almejava poder viajar pelos planos - não é à toa que ele evoluiu da corrupção Phyrexiana - e dessa forma arrancou a Centelha dela, entretanto, o plano não saiu conforme ele planejava e acidentalmente ela acabou sendo transferida para o goblin Slobad. Este por sua vez, abriu mão do poder para ressuscitar todos os que pereceram nas mãos do Memnarca.





A Centelha também pode ser contida por magia ou selada. Isso aconteceu com Altair of Coloni que teve os poderes aprisionados pelo Battlemage Ravidel. Ravidel é o vilão da saga de Jared Carthalion que buscava poder para seu mestre.





Urza também se tornou alvo desse tipo de manipulação quando Yawgmoth invadiu Dominária. O Pai das Máquinas colocou Urza e Gerrard para duelarem até a morte, mas Urza teve os poderes de planinauta bloqueados - para vocês verem quão poderoso era o Senhor da Desolação - e somente dessa forma, Gerrard conseguiu sua vitória porque em condições normais era totalmente impossível.




E por último, a Centelha é algo que pode se perder, ficar inativo ou defeituoso. É ela que permite que o planinauta use a mana de outros planos, porém em caso de perda ou inativação da Centelha somente a mana do plano em que ele se encontra poderá ser usado para reascendê-la.


Como prova disso temos a história de Ob Nixilis que ficou trancafiado em Zendikar e precisou da mana do plano para recuperar seu antigo poder.


Agora já sabemos o que é essa coisa milagrosa que todos chamam de Centelha, veremos quais os benefícios que ela trazia ao seu portador.


No período Pré Emenda, todos desejavam alcançar esse patamar de semideus. A Centelha concedia não somente o poder da travessia planar, como permitia que o indivíduo adquirisse imortalidade, invulnerabilidade, uma ampliação gigantesca dos seus poderes mágicos e a habilidade de se tornarem um metamorfo.


Os antigos planinautas possuíam essa habilidade pitoresca. Não que eles ficassem mudando de forma a qualquer momento, mas a ideia de corpo, matéria era totalmente diferente para eles. Durante a Invasão Phyrexiana, Urza assumia a forma do Vidente Cego para conversar com Gerrard e Tevesh Szat gostava de assumir uma forma dracônica para aterrorizar seus inimigos.




 

A Emenda




Também conhecida como Grande Emenda, teve início quando Jeska selou a última grande Fenda Temporal em Otária. As Fendas Temporais foram fraturas que surgiram em Dominaria e alguns poucos planos.


Essas fendas causaram distorções temporais e por isso vemos criaturas do passado retornando no bloco de Time Spiral. Os mais antigos dizem que uma planinauta, Ravi, ao liberar o Carrilhão do Apocalipse, não somente abalou a estrutura do plano de Ulgrotha criando as Zonas Mortas - locais onde a mana era completamente inexistente - como parece que essa onda de destruição percorreu o Multiverso criando um desequilíbrio.




Essas brechas cresceram e se tornaram Fendas Temporais graças a catástrofes ainda piores ligados a Dominária. Cada evento desencadeou uma Fenda específica e a cada nova catástrofe, as brechas se ampliavam. O despertar da Centelha de Urza com o Sylex Golgothiano, a batalha contra Karona e a obliteração de Tolária são exemplos de tais eventos.


Com a propagação dessas Fendas houve um desequilíbrio entre as forças primordiais do Multiverso e o poder divino dos antigos planinautas. E para melhorar a situação, cada Fenda afetava a mana de Dominária criando efeitos que pareciam irreversíveis. Nem a própria Dominária - que segundo alguns dizem ser o centro do Multiverso - teria poder suficiente para se reestruturar e se recuperar sem ajuda.


As Fendas fariam com Dominária o mesmo que Urza fez com o plano de Serra. O plano entraria em colapso como se fosse um plano artificial.




Essas Fendas Temporais trabalhavam como se fossem um relógio. Cada uma era uma engrenagem da outra, ou seja, quanto mais Fendas maior era o colapso. Era uma reação em cadeia que estava drenando a mana de Dominária. Cada Fenda Temporal possuía uma peculiaridade que estava diretamente ligada ao seu surgimento.


Mas um dos maiores eventos que foi relevante para esse desencadear foi o ato - covarde - de Teferi. Enquanto Phyrexia invadia Dominária, ele transladou (tirou de fase) os continentes de Zhalfir e Shiv fugindo assim da batalha. Ele levou o continente inteiro junto com seu povo.




Quando Teferi resolveu voltar ele percebeu a imbecilidade que cometeu. Sua Dominária agora era uma terra em colapso que estava à mercê dessas Fendas Temporais. Ele começou a estudar o evento das Fendas e descobriu que precisaria agir o quanto antes se quisesse salvar Dominária.


Para ajudá-lo nessa campanha, além de sua fiel e única amiga Jhoira, o planinauta buscou a ajuda de mais duas pessoas que possuíam potencial para serem planinautas: Radha e Venser.





Agora que o quarteto estava formado era hora de eles agirem.

 

O mago do tempo descobriu que havia a chance de fechar as fendas usando seu próprio poder divino de planinauta. Se ele alinhasse sua própria essência com a da fissura, criando uma ressonância de mana, ele poderia conter a drenagem de mana do plano. Entretanto, ele também chegou à conclusão que a missão levaria sua vida como pagamento para fechar a Fenda.


Teferi partiu para Shiv, afinal aquilo fora uma de suas peripécias, então nada mais justo que ele limpar a bagunça que fez.


E assim ele pôs em prática sua teoria. A Fenda foi fechada, contudo algo inusitado aconteceu. Teferi saiu vivo. Lá estava ele, o bom e velho Teferi com sua cabeça negra e calva, porém, apesar de estar vivo, ele já não era mais um deus. Sua centelha fora perdida para que a Fenda fosse selada. Pelo menos, ele conseguiu provar que sua teoria estava certa.


Ao todo existiram oito grande Fendas Temporais em Dominária. Elas se localizavam em: Mandara, Yavimaya, Tolária, Shiv, Zhalfir, Urborg, Skyshroud e Otária. Agora só restavam sete para serem seladas.


Com a ajuda de seus companheiros ele partiu em busca de outros planinautas que estavam dispostos a sacrificar tudo, poder, glória, soberania, divindade. Conhecendo a natureza da maioria dos planinautas isso seria uma tarefa bastante difícil.


Falando em natureza vale lembrar que planinautas, por serem criaturas que estão acima da frivolidade humana, não se preocupam muito com o que acontece com outros seres. Se algo não vai lhes afetar diretamente, então não é algo para se preocupar. Claro, existiram planinautas realmente malignos e outros bons (Szat, Gideon) porém – eles são seres neutros. Suas motivações são outras e não puramente a luta entre o bem e o mal.


Se para estudar os Eldrazi fosse preciso sacrificar todos os zendikari, tenho certeza que Ugin não hesitaria.


O Sylex Golgathiano foi o artefato que permitiu que Urza adquirisse seus poderes e com sua explosão veio a Era Glacial. A Era Glacial trouxe uma Fenda Temporal em Yavimaya. Jeska e Leshrac, Walker of Night, foram os agentes que fecharam a Fenda.




Leshrac manipulou Jeska que acabou enviando Radha para selar a Fenda, sem saber que ela poderia morrer no processo. Parece que a herdeira de Keld possuía o poder de canalizar a mana - isso explica aquela habilidade dela - e foi usada de forma perversa por Jeska que estava sendo enganada pelo Walker of Night.


Multani tentou estabilizar a Fenda com sua feitiçaria maro, porém Jeska usou Radha para, forçosamente, fechá-la. Ao que tudo indica, Multani sabia qual seria o resultado disso e tentou interferir, mas o grande Maro acabou sendo destruída por Jeska. Como resultado a Fenda fora fechada, mas Radha perdeu sua Centelha adormecida.


Faltam seis agora.


A Fenda de Tolária foi fechada através de uma ação um tanto quanto estranha para um planinauta. Essa foi fechada por Karn que, se os rumores forem fidedignos, voltou no tempo impedindo que Barrin conjurasse o Obliterar.




Parece que Karn realmente conseguiu evitar a obliteração e assim, fechou a Fenda de Tolaria. Milagrosamente, ele não perdeu sua centelha, mas parece que ele teve algum vislumbre do imaginável e se lançou nas Eternidades Cegas - logo após isso veio o nascimento do plano de Argentum (Mirrodin).


Menos uma, faltam cinco.


A Fenda de Shiv estava fechada por Teferi, mas a do continente de Zhalfir ainda estava aberta. Porém Teferi agora já não possuía seu poder para selá-la deixando assim, a responsabilidade para Jeska. Mais uma vez a Adepta Guerreira, sob influência de Leshrac, usou a vida de Radha para selar a Fenda em Zhalfir. A elfa escapou com vida, mas estava devastada.




Faltam quatro.


A Fenda Temporal em Urborg nasceu da sobreposição planar, manipulada pelo Pai das Máquinas. A sobreposição permitiria que os Phyrexianos que estavam em Rath pudessem ir para Dominária sem a necessidade de um portal. Dessa forma, o segundo estágio da Invasão estaria completo. Lorde Windgrace deu sua vida para fechá-la após fundir sua própria essência com as terras de Urborg.





Faltam três.


Na bela e perigosa floresta de Skyshroud, Freyalise garantiu seu trono entre os elfos. Não somente entre os elfos, mas parece que a 'deusa' dos elfos agora desejava se tornar rainha. E não somente uma rainha, mas ela queria ser A Rainha!


Freyalise estava tentando, de alguma forma, manipular os fractius para assumir o lugar da rainha fractius; a planinauta se recusou a ouvir os avisos de Teferi. Ninguém gostava de Corvos da Tempestade, mas com o passar do tempo as Fendas Temporais começaram a trazer Phyrexianos da Invasão. Os elfos lutaram bravamente até que sua deusa compreendeu as palavras do velho Teferi. Sacrificando sua vida e Centelha, Freyalise selou de uma vez por todas a Fenda em Skyshroud.




Agora só faltam duas.


A penúltima Fenda foi fechada através de um duelo de deuses. Leshrac estava controlando Jeska através de um artefato chamado Máscara do Alcance Noturno. Assim como diversos seres do Multiverso que podiam caminhar entre os planos, esse Myojin também possuía essa habilidade.




Leshrac usou esse artefato para controlar Jeska e usar Radha. Na Fenda de Mandara, O Caminhante da Noite roubou os poderes de Jeska que cabiam a Phage. Agora ele também possuía o poder de putrefação. Após roubar esses poderes de Jeska, ele os usou para enfrentar Nicol Bolas e roubar seus poderes. Se o plano dele desse certo, Leshrac se tornaria o ser mais poderoso do Multiverso.


Quando ele soube do retorno do Dragão Ancião, ele controlou Jeska para que lutasse contra Nicol Bolas, mas parece que a guerreira não estava tão sob o controle dele assim e recusou a ordem. Mas agora isso fazia pouca diferença, pois ele tinha os poderes de Phage. Ambos lutaram com seus feitiços e garras e parecia que Leshrac estava ganhando a luta contra Nicol Bolas.

 



O duelo perdurou por diversos planos. Apodrecendo o corpo de Bolas com os poderes de Phage, neutralizando seus poderes e o paralisando entre os Portões de Talon os dois planinautas lutaram pelos planos do Multiverso.


Quando finalmente eles reapareceram em Dominária, Leshrac preparou seu feitiço fatal.


Contudo, nem tudo era o que parecia. E o que parecia apenas uma carcaça podre do Nicol Bolas, teve força suficiente para o empalar. Leshrac fora empalada com o esqueleto da cauda que mostrou que Nicol Bolas já havia derrotado o Myojin e estava com a verdadeira máscara.


A que Leshrac estava usando era uma cópia inferior. O dragão se regenerou instantaneamente e usou a verdadeira máscara para aprisionar Leshrac dentro dela. Logo em seguida, Nicol Bolas usou a máscara com o poder de Leshrac dentro e selou a Fenda de Mandara, pondo um fim definitivo a um dos planinautas mais arcaicos do Multiverso.


Agora, a Fenda derradeira.


Essa última Fenda Temporal nasceu quando Karona foi destruída. De certa forma, ela veio do renascimento de Jeska, pois ela estava fundida com Akroma e ambas formaram o Falso Deus Karona. Como Karona fora um ser de tamanho poder, essa Fenda era diferente das demais e muito mais difícil de se fechar. Agora que estava livre do controle de Leshrac, ela percebia todo o mal que trouxe. Desolada pela culpa, ela decide fazer o sacrifício sozinha.




Com seu poder e a ajuda da canalização de Radha e esforço de Venser, Jeska conseguiu adentrar na Fenda Temporal sendo consumida pelo vórtice.


Do sacrifício dela veio a restauração do Multiverso. A mana agora fluiria normalmente pelos planos e deu-se início ao advento da Emenda que trouxe o equilíbrio que o Multiverso precisava.


Após a Grande Emenda, os planinautas perderam seus poderes divinos. Todos os novos planinautas teriam poderes limitados e os que sobreviveram, sentiram a diminuição do seu poder.




 


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