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A Grande Aurora

  • Criado e Publicado por #Arconte 12/01/2021

Saudações caros mochileiros, hoje nós conheceremos a outra face de Lorwyn, a sua face sombria, pois até o mais alegre e puro dos planos possui um lado escuro.


A Grande Aurora foi o maior e mais aterrorizante evento de Lorwyn, transformando a ensolarada Lorwyn em um lugar sombrio e gélido conhecido como Pântano Sombrio. Mas não se enganem porque o Pântano Sombrio nada mais é do que o outro lado de Lorwyn onde, ao invés de um sol eterno, temos uma noite eterna que somente acabará quando seu ciclo noturno se completar e então, o Pântano Sombrio se transforma em Lorwyn novamente.


Embora a Grande Aurora seja um evento natural do plano, nas últimas eras ela foi causada por um ser de grande poder e ganância: Oona, rainha das fadinas. Só que dessa vez Oona não contava com a interferência, indireta, dos planinautas de Dominária. Todas as vezes que o Pântano Sombrio surgiu através da Grande Aurora, a mão de Oona estava por trás disso, porém dessa vez, os eventos fugiram de sua alçada.



Com o início da Grande Emenda de Dominária, a Grande Aurora teve início antes do que ela planejara e isso a levou a mudar seus planos.


Quando a Grande Aurora acontecia, duas coisas aconteciam ao povo pacato de Lorwyn: perda de memórias e transformação de personalidade.


Os ex-habitantes da perdida e bucólica Lorwyn não conseguem se lembrar de suas vidas anteriores. Em sua existência atual acreditam terem sempre vivido no Pântano Sombrio. No entanto, existem alguns seres que conseguem reter sua memória: Oona, rainha das fadinas, Cineréia, a Peregrina, Brigite, Heroína de Kinsbaile, Maralen do Canto-da-Alvorada, Facção Vendilion, Rosheen Logorreia e a Muda de Colfenor.


Por algum motivo, estes habitantes do plano conseguiam manter as memórias da vida passada e entender o que realmente havia acontecido.


Os povos que sobreviveram à mudança acabam com sua natureza totalmente alterada pela escuridão latente que cobre o plano atual. Se antes tínhamos aldeões, vendedores e papões brincalhões, agora é nos revelado o pior lado dessas criaturas que uma vez foram pacatas.


Os kithkin tornaram-se retraídos e desconfiados de todos os demais povos do plano. Antes uma comunidade de pessoas acolhedoras, agora preferem se isolar em suas fortalezas.




Os papões que antes enxergavam as coisas como uma eterna brincadeira, a qual não havia intensão de machucar ninguém, tornaram-se seres maldosos e violentos.




Flamíneos agora são chamados de Cinzeríneos, perderam sua paixão e se transformaram num reflexo distorcido e odioso de si mesmos.




Os antigos gigantes, que antes eram reverenciados por sua sabedoria e chamados como árbitros de causas complexas, perderam sua racionalidade e transformaram-se em bestas agindo apenas por instinto.




Os sirenídeos, comerciantes e guias pelas vias fluviais de Lorwyn, agora tornaram-se em saqueadores e invasores rancorosos que se escondem e espreitam os rios turvos. Os Meandros Escuros soam como um lugar mais atrativo para esse novo povo agora.




Os ents, sábios e protetores do conhecimento do plano, agora são árvores distorcidas com uma aparência repugnante e maliciosa com cascas e galhos deformados.




Os morfolóides, brincalhões e puros, perderam sua habilidade antiga e receberam o nome de mímicos malignos que assumem a forma de suas vítimas ou alguma aparência para atrair vítimas, mas para isso precisam tocar algum ser. Não conseguem mais copiar apenas por estar por perto.




Em contrapartida, apenas duas raças de Lorwyn estão isentas dessas transformações.


Uma delas são as fadas, pois a magia de Oona as protege e impede que percam sua memória. Como já sabemos que as fadas de Lorwyn sempre foram travessas e não eram confiáveis, nada disso mudou. Então mochileiros, já sabem, mesmo no Pântano Sombrio uma fada não deve ser confiada. Jamais!


A outra raça que não pereceu por essas mudanças de caráter são os elfos. Ao contrário de todo o plano, os elfos acabam recebendo uma mudança positiva. Também, ficar pior do que já eram era quase impossível. Como os elfos eram a raça dominante e opressora de Lorwyn, no Pântano Sombrio acabam se tornando o último resquício do antigo ambiente idílico. Dessa vez eles é quem são os oprimidos e por sentirem a opressão na própria pele, devem lutar pela sobrevivência.




Os antigos opressores do plano, que desejavam que todos os seres se enquadrassem em sua distorcida visão de beleza, agora são um povo humilde que deixou a arrogância de lado e busca a autopreservação.

 

Novas Raças


Além da transformação das antigas raças de Lorwyn, a Grande Aurora trouxe antigos seres míticos que dormiam sob a superfície do plano. Um sono que somente se romperia com o crepúsculo de Lorwyn.


Puca




As pucas apenas existem em Pântano Sombrio e são metamorfos com cabeça de cavalo e possuem um humor bastante volátil, oscilando entre travessura e malícia. São seres anfíbios e podem ser encontrados perto de pântanos inundados, riachos de montanha e cachoeiras.


Trasgo




Trasgo vem do antigo germânico “ouphe”, um inglês antigo que significa “criança élfica” ou “abandonado pelas fadas.” Em alguns casos, existe alguma semelhança entre uma fada e um trasgo, mas o nome é mais utilizado na tradução de Faerie quando o ser não possui asas e não é humanoide. São seres associados ao mundo natural, fadas e gremlins. Sua altura é aproximadamente a mesma de um kithkin ou anão, possuem orelhas pontudas e, em alguns casos, trazem uma aparência mais animalesca.


Korrigans




Os espíritos do Pântano Sombrio são chamados de Korrigans. Antes estavam adormecidos na ensolarada Lorwyn, agora ressurgem com poder na noite escura. Sua personalidade varia entre benevolência e maldade com desejo de atormentar os vivos. Os semideuses de Pântano Sombrio fazem parte deste grupo.


Kelpie




Bestas aquáticas que espreitam os rios de Pântano Sombrio.


Noggle




O nome noggle vem da lenda Britânica que se referia a criaturas com aparência de cavalo que atraíam viajantes para sua destruição. Os noggle acreditam ser a primeira raça a andar em Pântano Sombrio. Possuem uma aparência de um cavalo humanoide e roubam qualquer coisa dos outros. Seja roupa ou comida, sua crença diz que não podem usar ou comer coisa alguma que não seja “roubada” dos outros. Isso acontece porque, na verdade, os noggle acreditam que estão apenas pegando de volta o que lhes pertence. Possuem um senso estranho de humor que beira a crueldade, realizando brincadeiras com intuito de machucar e além disso, o casco de um noggle é um grande ingrediente na alquimia kithkin. Entardecer é a única coleção onde existe essa raça.


Espantalhos




Os espantalhos eram apenas isso espantalhos para afugentar os pássaros nas plantações dos kithkin. Mas alguns sapateiros acharam que era melhor ter um espantalho animado para expulsar todo tipo de criatura. Com o tempo, esses espantalhos aprimorados sobreviveram aos seus criadores e/ou se perderam e, após ganhar vida própria, ficaram perambulando pelo Pântano Sombrio.

  

O Plano de Oona




A rainha das fadinas sempre comandou toda Lorwyn. Embora os elfos fossem a raça dominante, por detrás de ações quase que imperceptíveis, as fadas controlavam as coisas. Como Oona era um ser quase mítico o qual uma grande parte do plano não acreditava que, de fato, ela realmente existia, acabava tornando-se mais fácil para que ela orquestrasse suas maquinações.


Todas as Grandes Auroras de Lorwyn vieram pela mão dela. E como efeito disso, ela e seu povo mantinham suas memórias e assim conseguiam manter domínio sobre o plano. Mas como dessa vez a Aurora não foi criada por ela, temendo perder as memórias como os demais, Oona orquestrou um plano para manter sua memória.


E é nesse plano que surge Maralen, Canto-da-Alvorada.




Maralen, ao contrário dos elfos de Folha D’Ouro, não tinha os chifres como de carneiro, mas os seus eram mais elegantes e afiados, como os de um antílope. Ela foi uma serva da perfeita Peradala que estava prestes a se casar com Eidren de Lys Alana do Folha D’Ouro. Mas para surpresa de todos, o casamento de Peradala foi atacado por vinhas assassinas, e todos, exceto Maralen foram mortos.


Ninguém soube quem ordenou o ataque e levaram Maralen para ser questionada quanto a tudo aquilo e seu destino foi incerto. Bem provável que tenha sido morta pelos elfos vingativos.


Algum tempo depois, uma mulher surgiu, alegando ser Maralen da tribo Canto-da-Alvorada, e foi encontrada pelo caçador Rhys logo após de ele ter usado uma magia de veneno que, no momento mais crítico da batalha, acabou matando tudo nas proximidades e contaminando uma parte do bosque. Embora tivesse a aparência da Maralen, essa elfa tinha algo de estranho nela e isso foi percebido por Rhys e os demais.


A mesma observação fora feita pela Facção Vendilion quando tentou roubar sonhecência dela e pela Cineréia quando tentou curá-la. Depois das tentativas frustradas da Facção, ela foi levada à presença de Oona e o que aconteceu foi algo inusitado, pois Oona começou a cooperar bastante com a elfa a partir daquele dia, o que era muito curioso.


Mas o que ninguém esperava era que aquela Maralen, na verdade, era um avatar da própria Oona que acabou criando autoconsciência por não seguir suas ordens e nem desejava mais se tornar parte da Oona outra vez. Essa Maralen impostora manipulou a Facção Vendilion para interferir no ritual da Cineréia para obter conhecimento e poder e isso permitiu que mantivesse suas memórias e aparência após a Grande Aurora.


Após a Aurora, Maralen ajudou o doun (assentamento kithkin) de Nevoplanície e Jack Chierdagh, herói kithkin de Nevoplanície, para seus próprios interesses e através do trabalho da Facção de atrair Rosheen, ela conseguiu obter o diário da gigante.




Mais uma vez, outra verdade viria à tona.


Maralen era na verdade um gêmeo que Oona criou para evitar ser corrompida pelo início da Aurora que acabou desafiando a rainha das fadinas. Usando o diário de Rosheen, ela foi capaz de interromper a tentativa de Oona de tomar o poder elemental de Cineréia, a Extintora, e o pegou para si mesma. Depois ela pegou o Crescente do Alvorecer, um artefato que Brigite havia pego de Sygg, Guia Fluvial, e desafiou Oona para um confronto direto.


Com a união dos poderes da Cineréia e da Fonte (o elemental que é a fonte do rio Wanderwine), a ajuda de Rhys e a Cineréia – que perdera parte dos poderes – e uma única flor de luvalua que brotou do mesmo momento em que a verdadeira Maralen morrera, Oona foi destruída e varrida do plano de Lorwyn.


A pretensa Maralen se tornou a rainha das fadinas, determinada a restaurar o ciclo normal de dia e noite, ao invés dos períodos centenários anteriores regidos por Oona que criavam uma Lorwyn sem noite e um Pântano Sombrio sem dia.


Como medida preventiva, Maralen entregou a flor de luvalua para Rhys e disse que ao menor sinal de que ela se tornasse uma nova Oona, ele deveria envenená-la para impedir o surgimento de uma nova tirana no plano.


Com o equilíbrio do plano restaurado, a Aurora não deve ser mais um cataclismo maligno, porém somente quando voltarmos a visitar esse plano saberemos dos detalhes.  


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