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Lorwyn - Tribos Parte III

  • Criado e Publicado por #Arconte 25/12/2020

Hoje encerraremos o ciclo de criaturas das terras de Lorwyn. Conheceremos um pouco mais sobre os elementais e as fadas do plano.

 

Elementais




A primeira coisa que precisamos saber sobre elementais de Lorwyn é que eles se dividem em dois grupos: flamíneos e Grandes elementais.


Mas antes do surgimento de Lorwyn, nós já havíamos visto, supostamente, essa raça em outro plano. Um pouco diferente, mas acredito que essa base serviu para a criação dos flamíneos atuais. No plano de Ravnica ficamos conhecendo os primeiros flame-kin cuja ideia era precisamente essa: um elemental de fogo em forma humanoide. Mas a tradução dos nomes varia entre Irmão-das-Chamas e Clã das Chamas. Contudo, esses elementais ravnicanos não possuem ligação alguma com o bom povo de Lorwyn.




Os flamíneos são uma raça humanoide que habita nas montanhas e possuem a forma e a estatura de humanos. Um povo que ama uma batalha, sendo sua maioria guerreiros, mas também há diversos xamãs entre eles que aprendem como controlar suas chamas internas em armas. Flamíneos odeiam os elfos com todas as forças e por conta disso, os elfos usam alguns ents serviçais para mantê-los afastados nas montanhas.


Como não existe humanos em Lorwyn, os flamíneos são a raça mais próxima de um deles. Quando se olha para um flamíneo, a impressão que se tem é que você está olhando para um humano esculpido numa pedra negra viva e lisa com mãos de quatro dedos e rostos chifrudos com traços graciosos; as chamas flamíneas queimam através da coroa, juntas e ombros.


Embora pareçam ameaçadores, os flamíneos conseguem controlar suas chamas permitindo que usem roupas ou folhagens e assim interajam com aqueles que não são do seu povo. Os Lareiluz são um grupo responsáveis para servir como emissários da boa vontade para com as outras raças, realizando tarefas úteis que envolvam o fogo, como forjar ou acender uma fogueira.




Uma curiosidade sobre o design deles, durante sua criação, é que o nome inicial da raça seria salamandras, por causa da antiga crença entre os alquimistas medievais de que as salamandras eram seres de fogo elemental; isso aconteceu porque o grupo de criação não queria que o nome do povo de Lorwyn usasse a hifenização (flame-kin) visto que nenhuma outra raça do plano precisava de hífen no nome. Então decidiram chamá-los mesmo de flamekin ao invés de salamandras.


Mesmo após diversos retornos a Ravnica, nunca mais lançaram qualquer carta do tipo flame-kin original.


Nós já tínhamos uma raça humanoide usando o alinhamento vermelho que são os papões, mas como os papões também possuíam alinhamento com o preto, isso os tornava demasiadamente passionais cujas as ações eram voltadas pela satisfação absoluta do próprio prazer. Os flamíneos trazem um contraponto ao ambiento bucólico de Lorwyn, visto que são seres apaixonados e expressam suas emoções de forma vívida.


As chamas flamíneas parecem ameaçadoras, mas não precisamos temê-las, desde que você não procure incitar uma briga, pois suas chamas são normalmente frias, mas eles podem escolher queimar quente à vontade. A natureza deles é inconstante por serem um povo bastante emocional, tornando os demais povos bastante cautelosos, porém essa má reputação está constantemente sendo trabalhada pelo grupo dos Lareiluz que tenta mostrar a todos que os flamíneos não são tão perigosos assim.


Bem, isso se ninguém se encontrar com Vessifrus por aí.





Vessifrus é um flamíneo demagogo que prega e inspira a rebelião contra a opressão do povo élfico. Seu maior objetivo é liderar uma revolta contra a tirania dos elfos obcecados pelo conceito de beleza.


Infelizmente Vessifrus nunca teve uma carta até hoje.


Os flamíneos possuem uma conexão quase que espiritual com os misteriosos Grandes elementais de Lorwyn. Para eles, esses elementais maiores são vistos como semideuses ou totens que inspiram os impulsos criativos – ou frustram sua compreensão.

 

Grandes Elementais




Os Grandes elementais de Lorwyn são a encarnação viva de ideias mentais abstratas e conceitos sonhados pelas pessoas. Isso difere bastante na forma como os elementais de outros planos são representados; os Grandes elementais assumem formas bizarras de animais naturais, formas colossais e, em diversos casos, uma amálgama de seres.


Esses seres não interagem diretamente com os povos de Lorwyn, pelo contrário, eles apenas buscam suas próprias necessidades simples (quais são é um mistério) e dão a mínima para os conflitos tribais e as picuinhas dos povos.


O berço de nascimento desses elementais é Além Primordial.




No plano de Lorwyn, entidades abstratas como esperança, medo, raiva, sonhos e pesadelos são tão reais quanto a grama de prado kithkin. A raiva que queima no coração de um flamíneo pode se manifestar como uma criatura incandescente e reluzente. Vale observar que não são somente os cinco elementais encarnação que são os Grandes elementais: Ardil, Temor, Ânimo, Pureza e Hostilidade.


Qualquer elemental que não seja um flamíneo em Lorwyn é fruto de conceitos abstratos, nascido de ideias e sonhos.




Portanto, onde os sonhos e as aspirações são elementos, os seres oníricos e os monstros das aspirações são os elementais.


Isso tem algumas implicações estranhas, para dizer o mínimo. Elementais só existem na medida em que os elementos de que são compostos continuam existindo. Às vezes, os elementais em Lorwyn variam em prevalência, assim como a ideia abstrata subjacente a eles. Se os elfos guerreiam contra os gigantes, então os elementais de guerra e contenda com muitas garras podem ser vistos com maior frequência. Se os sirenídeos lançarem uma expedição aos Meandros Escuros em seu sistema fluvial, então os elementais encharcados do desconhecido submerso aparecerão.


Por outro lado, se o derramamento de sangue for mínimo no plano, os próprios elementais da morte violenta podem morrer - pelo menos, até que sua hora chegue novamente.


A frequência e quantidade com que determinado elemental é visto, depende única e exclusivamente de quanto esse conceito e/ou sentimento é abundante no plano. E, embora não se preocupem com os problemas do plano, os Grandes elementais são criaturas selvagens que não podem ser domadas; afinal são forças da natureza e manifestações da própria Lorwyn.

 

Fadinas




Depois dos elfos, a raça mais perigosa de Lorwyn são as fadas, e logo você entenderá o porquê.


Fadas de Lorwyn possuem uma vida curta e muito agitada, vivendo em prol da busca por fofocas, diversões e intrigas divertidas – ou não. Mas as fadas também podem ser cruéis, caprichosas e vingativas. Normalmente as fadas viajam em grupos de três ou seis chamados de facção.


Alguns dizem que as fadas não sonham e isso explicaria por que passam tanto tempo colhendo os sonhos dos outros e por falar em sonhos, saibam que em Lorwyn sonhos são uma moeda de troca riquíssima entre as fadinas. Além de poderem ser colhidos, podem ser armazenados e entregues, às vezes, até roubados e reorganizados.




Praticamente não existe noite em Lorwyn, quando acontece são breves, mas esse tempo é o suficiente para que as fadas roubem sonhecência (basicamente o sonho) para sua rainha. Ao nascer do dia, inúmeras criaturas despertam fracas e vazias.


Os sonhos dos gigantes são mercadoria rara por causa da Personibernação que pode levar anos para o despertar de um gigante. Os sonhos dos gigantes são longos como o tempo e profundos como a terra. Por isso são estimados pelas fadinas caça-sonhos.


O tráfico de sonhos existe em Lorwyn!


Pergunte a uma velha alquimista kithkin o que fazer com fadas, e sua primeira recomendação será “fique longe delas; seus jogos só trazem problemas.” Se ainda assim você quisesse mais algum conselho, talvez ela lhe fizesse um elixir preparado com tomilho e florescência amarga, cujo cheiro do mau hálito poderia distraí-las para que se desviassem para outra pessoa.


Mas o melhor conselho para se evitar as fadinas é algemar seus sonhos. Como fadas não sonham elas têm ciúmes dos sonhos, então prenda-os em sua cabeça com toda determinação que conseguir ajuntar para evitar que sejam roubados.


A criação das fadas de Lorwyn veio com a inspiração do folclore onde fadas são seres travessos. Os contos antigos sempre trazem fadas realizando truque e danças às custas de mortais infelizes e de superstições e de remédios de ervas para combater seus métodos astutos.


Flores de contos de fadas



A dedaleira é uma flor em forma de sino que existe no mundo real e era frequentemente associada a fadas e elfos (lembrem-se que dependendo do contexto cultural, um elfo é uma fada) no folclore britânico. A lenda dizia que as fadas dormiam nesses sinos de dedaleira ou os usavam como gorros e luvas (por isso artes mais antigas trazem elfos e fadas com gorros e o apelido de bonés de fadas), então o folclore sugeria que a pessoa plantasse dedaleiras no jardim para ajudar a manter as fadas locais felizes.


No entanto, a dedaleira é uma flor mortalmente venenosa para os humanos, o que criou outro apelido: sino dos homens mortos. A dedaleira serviu de inspiração para a criação de uma flor semelhante em Lorwyn que é a Luvalua (em inglês dedaleira é Foxglove e Luvalua é Moonglove) e também altamente tóxica e usada principalmente pelos assassinos élficos para envenenar suas armas nas caçadas aos seca-olhos.




Todo esse trabalho em roubar sonhos serve somente a um propósito: satisfazer a vontade da rainha das fadinas, Oona. Dizem que Oona vive no vale de Glen Elendra, escondida sob feitiços que impedem as pessoas de descobrirem o lugar. Como ela nunca abandona seu vale, ela usa suas fadas como espiões e realizar seus planos.


Mas quais planos são esses?


Bem, isso ficará para nosso próximo encontro, então vigiem seus sonhos e cuidado com as fadinas, mochileiros.

 


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